A MARCHA PARA O LESTE: OPERAÇÃO BARBAROSSA

A MARCHA PARA O LESTE: OPERAÃÃO BARBAROSSA 27 Setembro 2013

Ao final de 1940, Adolf Hitler não teria sido bem sucedido na vitória da famosa Batalha da Grã-Bretanha. Tendo a Alemanha sido derrotada no conflito pela supremacia aérea inglesa, perdendo 1700 aviões para a Força Aérea Real (RAF), o Führer alemão voltaria sua atenção ao seu objetivo outrora primário e almejado durante anos: a conquista de espaço vital à Leste.

Segundo o que se atesta pela biografia de Hitler, de Ian Kershaw, o plano original do ditador sempre teria sido uma aliança com a Grã-Bretanha contra a União Soviética. Porém, com as reivindicações afobadas do líder alemão e as constantes pressões diplomáticas que estas acarretaram para o lado da Inglaterra, esta não se encontrou em posição de ser flexível após a Crise dos Sudetos em 1938 e, principalmente, após a eclosão da guerra em 1939, o que teria dificultado também a aceitação, por parte dos ingleses, das incessantes proposições de paz feitas por Hitler. Este desejava ter sua retaguarda ocidental livre para que pudesse concentrar seus esforços no leste. 

A campanha na frente oriental já teria tido seu início em vias diplomáticas, com a Hungria, Romênia e Bulgária, e militares, com a invasão da Polônia. A Iuguslávia fora ocupada em Abril de 1941, depois que o governo simpatizante dos nazistas fora deposto por um pró-Grã-Bretanha. A influência alemã sobre o leste europeu, bem como o anexo secreto do acordo Molotov-Ribbentrop de Agosto de 1939, visavam ao controle do fornecimento de matéria-prima à máquina de guerra alemã, sem as quais a Alemanha não poderia sustentar-se como potência bélica, tampouco empreender suas ambições expansionistas. 

Em Outubro de 1940, Mussolini informara Hitler de seus planos de invadir a Grécia, o que forçou o líder alemão a modificar sua rota de ataque nos Bálcãs. Quando o ditador italiano sofreu dificuldades na Grécia e Albânia, seguidas de sua derrota na frente Norte - Africana, Hitler enviara um contingente de tropas alemãs a fim de auxiliá-lo em suas reivindicações expansionistas. Apesar destes contratempos, o Führer persistia com sua decisão de invadir a União Soviética. Acreditava que a invadindo e a vencendo, conquistaria o apoio da Grã-Bretanha e os EUA, a quem tanto temia que entrasse na guerra. O tempo não estava a favor de Hitler, se esperasse mais temia que pudesse transformar a guerra em uma guerra material, na qual ficaria dependente gradualmente dos recursos providos pela URSS e, assim, estaria amordaçado por esta. Refletiu sobre a fraqueza de seu aliado italiano, que agravava seu suporte de ataque, o risco de se abrir uma guerra em duas frentes e até a experiência passada de Napoleão. Todavia, se via em um impasse, a partir do qual decidiu pela ofensiva. 

Com 153 divisões, 600 mil viaturas motorizadas, 3580 carros de combate, 7180 peças de artilharia e 2740 aviões, às 3h15 da madrugada de 22 de Junho de 1941, Adolf Hitler começara seu ataque à União Soviética, a chamada Operação Barbarossa. Era a mais poderosa concentração de forças já realizada em um teatro de operações de guerra. Somando-se às unidades alemãs, haviam doze divisões e sete brigadas romenas, dezoito divisões finlandesas, três brigadas húngaras e duas e meia divisões eslovacas. Posteriormente, somaram-se a estas divisões italianas e espanholas. 

Na noite anterior ao ataque, Hitler teria declarado: “Dá-me a impressão de que vou abrir uma porta que dá para um quarto escuro e jamais visto, sem saber o que existe atrás da porta”.

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