Na última terça-feira (08 de Outubro), João Barone - mais baterista do que historiador - tomou posse da Cadeira Especial Coronel Amerino Rap


10 Outubro 2013 Na última terça-feira (08 de Outubro), João Barone - mais baterista do que historiador - tomou posse da Cadeira Especial Coronel Amerino Rap

Na última terça-feira (08 de Outubro), João Barone - mais baterista do que historiador - tomou posse da Cadeira Especial Coronel Amerino Raposo Filho nas dependências da Casa da FEB

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\"\"Por Dennison de Oliveira*

Li o livro do João Joao Barone e achei bem fraco, tanto na forma quanto no conteúdo. O autor muda o tempo todo o foco da narrativa do geral para o particular, do nacional para o internacional, vai e volta no tempo sem se ater a uma sequência cronológica, etc. Tbm é difícil se localizar no tempo/espaço da narrativa pq como costumo dizer um outro desafio no entendimento da FEB além da História é a geografia: uma densa massa de eventos ocorrendo em alguns poucos quilômetros quadrados de cada vez. É um texto desequilibrado no qual o autor esmiúça interminavelmente eventos absolutamente insignificantes e passa ao largo de questões fundamentais para a história da FEB. Tem também alguns erros fáticos que poderiam ter sido evitados por uma revisão profissional e alguns episódios inteiramente ficcionais que parecem ter saído diretamente da imaginação do autor, como se vê nas informações sobre a biografia do General Mascarenhas e no episódio do “fogo amigo”, o que o desqualifica como livro de História. Perdeu-se a oportunidade de fazer um bom livro sobre o Brasil na guerra à exemplo daquele publicado pelo Ricardo Bonalume Neto em 1995 que segue sendo o melhor do seu gênero até agora, otimamente escrito e resultado de sólida e extensa pesquisa. Enfim, ler a história que o baterista João Barone escreveu é tão interessante quanto ouvir o historiador Dennison de Oliveira tocando bateria: ambos são manifestações de amadorismo.